CONSTATAÇÕES E REFLEXÕES DE UM SER SOCIAL:Comentários acerca do texto: Primo, Alex. Fases do Desenvolvimento Tecnológico e Suas Implicações nas Formas de Ser, Conhecer, Comunicar e Produzir em Sociedade.
Por Silva, Irinaldo Deodato
Mestrando em Educação - UFBA
Por Silva, Irinaldo Deodato
Mestrando em Educação - UFBA
Confesso-lhes que comentar obras que retratam os avanços nas áreas da tecnologia e comunicação é profundamente dificultoso, sobretudo acerca dos conceitos e termos que deveriam ser compreendidos para uma crítica mais precisa. No entanto, analisaremos os pontos que saltam aos olhos e que minhas limitações permitam refletir.
O autor desta elaboração bebe em fontes que retratam os elementos históricos constitutivos das transformações tecnológicas e das mudanças ocorridas no mundo com a adoção das mesmas. Porém ele mesmo ressalta que sua abordagem corre o risco da superficialidade, por se tratar de uma abordagem rápida. Pensamos que essa postura pode deixar lacunas históricas importantes para o entendimento do objeto e que a apropriação do objeto é fundamental na compreensão de sua essência. Assim ele expõe uma divisão das fases do desenvolvimento tecnológico.
A caracterização das fases do desenvolvimento tecnológico figuram no transcorrer do texto e, segundo o autor, o uso de metáforas identificam cada fase deste processo.
A fase da indiferença é marcada pelo domínio divino, onde o dom era determinado por um ente superior a um grupo seleto, este responsável por disseminar e controlar o acesso à informação. A economia girava em torno da terra e o que ela produzisse, havia a taxação de impostos e o escambo. Ao corpo físico cabia a tarefa de mover as ferramentas na produção agrícola e as armas na guerrilha. Corpo aqui associado às coisas mundanas, sendo a alma a semelhança dos homens com Deus.
É na modernidade ou fase do conforto que ocorre a transformação da natureza em favor do homem e com isso o inicio de um processo de deterioração do planeta, nesse momento os iluministas vão valorizar o homem. Há um sentido de determinismo, cabendo a cada individuo o esforço para o alcance do progresso. No campo da economia o Taylorismo/fordismo está em crescente evolução, onde aparece a figura da divisão social do trabalho para atendimento de grandes demandas de produção em larga escala. A natureza já vem sendo transformada pelo homem desde sua evolução, mas neste momento as forças produtivas assumem um caráter revolucionário com a introdução das máquinas a vapor.
Temos a frente um sentido de fetichismo quando faz menção “a necessidade que o consumo de um produto cria”, quando, basicamente, os produtos deveriam atender às necessidades dos seres humanos e não o contrário. A persuasão para o consumo é conseguida com o uso de estratégias mercadológicas pela via midiática de massa.
Permitam-me fazer uma relação do fetichismo das mercadorias com a criação de produtos que vão satisfazer as necessidades espirituais do homem, como o Esporte, um invenção da era moderna e que no seio da sociedade capitalista encontra seu ápice de desenvolvimento. Este, quando disseminado pelo viés mercadológico das instituições esportivas, como a FIFA e a CBF ou usado ideologicamente para exacerbar o sentido individualista da prática e do torcer, nos leva a odiar o outro puramente pela diferenças de cores no uniformes. As mídias de massa como a TV, cumprem bem esse papel.
Aqueles que movem a moenda do capitalismo com sangue, suor e lágrimas não dispõem de tempo para usufruir deste conhecimento humano em sua essência, no máximo na aparência das transmissões televisas de mega eventos esportivos ou na prática pela prática, vazia e a-histórica.
Com relação aos meios de comunicação de massa, o autor os aponta como fator decisivo da transformação da sociedade. Concordo, em parte, porém, não poderia deixar de observar que os meios de produção da existência no modo de produção capitalista sofreram enormes avanços e com elas os problemas sociais se acentuaram. As diferenças entre as nações têm se intensificado sendo que do ponto de vista tecnológico já somos capazes de produzir alimentos suficientes para cinco planetas Terra, mas seres humanos sucumbem a cada dia, inclusive chegando a óbito por carências alimentares.
A produção do conhecimento, que deveria resolver os problemas da humanidade, está direcionada a tratar de assuntos mercadológicos das grandes corporações.
Mediante a leitura do texto percebo que temos muito a pesquisar e apreender com relação aos novos conceitos e definições dos termos que surgem e se fazem emergentes nas pesquisas com o universo ou cultura, ciber ou digital. Também ressalto que minha reflexão carece de enriquecimento por parte do grupo que compõem a disciplina.
O autor desta elaboração bebe em fontes que retratam os elementos históricos constitutivos das transformações tecnológicas e das mudanças ocorridas no mundo com a adoção das mesmas. Porém ele mesmo ressalta que sua abordagem corre o risco da superficialidade, por se tratar de uma abordagem rápida. Pensamos que essa postura pode deixar lacunas históricas importantes para o entendimento do objeto e que a apropriação do objeto é fundamental na compreensão de sua essência. Assim ele expõe uma divisão das fases do desenvolvimento tecnológico.
A caracterização das fases do desenvolvimento tecnológico figuram no transcorrer do texto e, segundo o autor, o uso de metáforas identificam cada fase deste processo.
A fase da indiferença é marcada pelo domínio divino, onde o dom era determinado por um ente superior a um grupo seleto, este responsável por disseminar e controlar o acesso à informação. A economia girava em torno da terra e o que ela produzisse, havia a taxação de impostos e o escambo. Ao corpo físico cabia a tarefa de mover as ferramentas na produção agrícola e as armas na guerrilha. Corpo aqui associado às coisas mundanas, sendo a alma a semelhança dos homens com Deus.
É na modernidade ou fase do conforto que ocorre a transformação da natureza em favor do homem e com isso o inicio de um processo de deterioração do planeta, nesse momento os iluministas vão valorizar o homem. Há um sentido de determinismo, cabendo a cada individuo o esforço para o alcance do progresso. No campo da economia o Taylorismo/fordismo está em crescente evolução, onde aparece a figura da divisão social do trabalho para atendimento de grandes demandas de produção em larga escala. A natureza já vem sendo transformada pelo homem desde sua evolução, mas neste momento as forças produtivas assumem um caráter revolucionário com a introdução das máquinas a vapor.
Temos a frente um sentido de fetichismo quando faz menção “a necessidade que o consumo de um produto cria”, quando, basicamente, os produtos deveriam atender às necessidades dos seres humanos e não o contrário. A persuasão para o consumo é conseguida com o uso de estratégias mercadológicas pela via midiática de massa.
Permitam-me fazer uma relação do fetichismo das mercadorias com a criação de produtos que vão satisfazer as necessidades espirituais do homem, como o Esporte, um invenção da era moderna e que no seio da sociedade capitalista encontra seu ápice de desenvolvimento. Este, quando disseminado pelo viés mercadológico das instituições esportivas, como a FIFA e a CBF ou usado ideologicamente para exacerbar o sentido individualista da prática e do torcer, nos leva a odiar o outro puramente pela diferenças de cores no uniformes. As mídias de massa como a TV, cumprem bem esse papel.
Aqueles que movem a moenda do capitalismo com sangue, suor e lágrimas não dispõem de tempo para usufruir deste conhecimento humano em sua essência, no máximo na aparência das transmissões televisas de mega eventos esportivos ou na prática pela prática, vazia e a-histórica.
Com relação aos meios de comunicação de massa, o autor os aponta como fator decisivo da transformação da sociedade. Concordo, em parte, porém, não poderia deixar de observar que os meios de produção da existência no modo de produção capitalista sofreram enormes avanços e com elas os problemas sociais se acentuaram. As diferenças entre as nações têm se intensificado sendo que do ponto de vista tecnológico já somos capazes de produzir alimentos suficientes para cinco planetas Terra, mas seres humanos sucumbem a cada dia, inclusive chegando a óbito por carências alimentares.
A produção do conhecimento, que deveria resolver os problemas da humanidade, está direcionada a tratar de assuntos mercadológicos das grandes corporações.
Mediante a leitura do texto percebo que temos muito a pesquisar e apreender com relação aos novos conceitos e definições dos termos que surgem e se fazem emergentes nas pesquisas com o universo ou cultura, ciber ou digital. Também ressalto que minha reflexão carece de enriquecimento por parte do grupo que compõem a disciplina.
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