A CIBERCULTURA E AS
RELAÇÕES ENTRE OS HOMENS
Imersos
no mundo informacional não nos damos conta de quanto o meio a nossa volta,
sofreu modificações. Abem pouco tempo era possível nos comunicar através de
cartas escritas mão, seguindo o percurso das inovações das comunicações nós tínhamos
a possibilidade de ouvirmos o outro a distancia, através de aparelhos fixos de
telefone. Logo em seguida podíamos ouvi-lo a distância enquanto no deslocávamos,
com a invenção da telefonia móvel. Com criação da tv podíamos ver os outros realizando
diversas atividades quotidianas de trabalho, lazer, esporte, religião, musica,
etc.,. Adiante, fomos capazes desenvolver tecnologia para vê-los ao vivo nas transmissões.
Imagem e som sofreram grandes modificações ao longo do tempo, proporcionado
pela modificação e evolução dos meios tecnológicos.
Nossos
sentidos, ver, ouvir, sentir, tocar são postos à prova constantemente pelas
mais variadas atividades corriqueiras. Na cibercultura, também desfrutamos de experiências
com o uso dos sentidos. Sentimos necessidade de ver, ouvir, conversar,
interagir com o outro estando presente corporalmente ou não.
O
mundo, o da cibercultura, tal como esta posto hoje dispõe de um aparato tecnológico
que nos permite ir muito além de ver o outro de ouvi-lo, podemos, por meio das
redes interagir com e apartir do outro. Podemos estabelecer relações com
cidadãos das mais distantes nações do mundo, e isso sem ao menos ter pisado na
terra natal deles ou eles na nossa.
Hoje,
somos desbravadores do imenso mar que é a rede mundial de computadores. Não precisamos
mais estar com um computador fixo, temos notess, palm, pages, celulares,
objetos que facilitam e permitem o deslocamento no processo comunicativo e por
eles realizar inúmeras relações com outros, sejam de cunho afetivo, estudos, negócios
etc.,.
Com
isso, também nos expomos, ao neocolonizar nossos corpos, estamos entregues a
todos os males advindos do universo da exposição de nossas figuras na rede. O próprio
corpo adquire um carácter obsoleto. As pessoas, nesta fase da humanidade, procuram
desenfreadamente resignificá-lo, adereçando-o, usando inclusive de recursos
prejudiciais a saúde como androgenia.
Todo
o universo que compõem a cibercultura, propicia experiências únicas aos seres
humanos em termos de relações. Estas não podem e não devem substituir as relações
face to face. Mas, esta experiência se configura como alternativa para a aproximação
de desconhecidos dos lugares mais longínquos do mundo, para realizar quaisquer
tipos de transações.
As
cibercidades podem ser vistas no uso constante das ferramentas criadas para
facilitar a mobilidade e a conexão, wi-fi, smarths fones, tablets, notebooks, e
com este a entrada nas cibercidades se
torna mais fácil, pois é possível estar conectado quase sempre. A mobilidade propiciou
isso aos usuários, é quase que uma onipresença.
Quando
assistíamos a filmes de ficção cientifica, onde os homens eram dominados pelas máquinas,
talvez tivéssemos medo de que isso fosse acontecer. Porém, vemos que no hoje,
que é o futuro também, o homem sempre está à frente das criações de sua mente e
que as máquinas nada são sem a subjetividade, vontade, intencionalidades humanas.