quinta-feira, 18 de outubro de 2012



CIDADANIA, COMUNIDADES VIRTUAIS E EDUCAÇÃO


Cidadania, termo amplamente visitado no discurso corriqueiro politialesco. Fala-se muito, hoje em dia, em cidadania, como se esta fosse sinônimo de receita e remédio e como se a mesma estivesse centrada no simples fato de existir ou possuir um documento. Vimos que o termo vai muito além desta visão simplista.
As contribuições visitadas e revisitadas nas leituras disponibilizadas, me fizeram pensar e repensar minhas próprias referências acerca do termo. A concepção mais rasteira define cidadania como se fosse uma cura para a moléstia da marginalidade ou da exclusão social. Este fato é fácil de ser verificado nos discursos por “necessidade em se tornar cidadão” ou coisas do tipo. No entanto, o entendimento do sentido real e amplo da palavra cidadania transpassa, e muito, o sentido mais restrito proferido pelo discurso neoliberal.
Vimos, que historicamente o termo possui determinações, seja na Grécia antiga ou na imensa teia global da internet dos tempos atuais, com suas infinitas redes de relacionamentos, as comunidades virtuais. Fazer parte destas comunidades, estar inscrito nestes meios, nos tornam cidadãos à medida que participamos de decisões importantes para os rumos que nossas vidas no seio social. Estas tomadas de decisão nos colocam a frente dos rumos que nós, enquanto cidadãos no pensamento coletivo do bem comum, iremos adotar  como posição critica e política aos temas da vida em sociedade.
O advento da internet e as comunidades virtuais transcendem os limites territoriais dos países, uma vez que, ao termos acesso, que isso fique bem claro (já que muitos não dispõem do acesso), integraremos uma rede de visão de mundo e posição político/ideológica. Porém, o simples fato de estamos inseridos não nos fazem cibercidadãos ou netizens.
Há muitos usuários da rede que permanecem intactos as questões sociais que povoam o meio social. Para usufruirmos da potencialidades da cibercidadania precisamos nos incorporar nas discussões e nas ações encorajadas e encabeçadas pelo conjunto dos cidadãos que compõem as comunidades. O campo da educação é imprescindível para a construção de cidadãos comprometidos com as causas de cunho social.
O meio educacional, as escolas e o acesso as redes pelos alunos e professores se configura como um ciclo de aprendizagem que tratado de forma a humanizar as consciências se torna numa importante arma ideológica no combate as intenções veladas de manter o estado das coisa no sistema capitalista. Por esse motivo, empreender ações educacionais construídas por professores, estudantes e comunidades, se tornam mais do que importantes, se tornam vitais.
A era tecnológica em que vivemos põe nas mãos das pessoas, se estas disporem dos meios  de acesso e difusão, o poder. Esta arma, é a voz de milhões e milhões de usuários no mundo que podem opinar, sugerir, agir, se mobilizar e incentivar outros a participarem ativamente do direito a exercer sua cidadania.
Não sejamos ingênuos, tal ideia só sairá do mundo das ideias se efetivarem políticas públicas eficientes e eficazes, uma vez que, as atuais não conseguem atender a reais necessidades dos jovens e crianças em idade escolar no trato com o conhecimento das TICs.  Uma formação consistente, com um currículo que abrangesse uma formação humana contemplativa dos conteúdos clássicos do saber humano, onde a informática ocupa um lugar de destaque , abriria inúmeras possibilidades da construção de uma nação forte, produtiva e próspera.

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