HIPERTEXTO: Uso, Criação e
Recriação Coletiva do Conhecimento
Tendo
por base as leituras indicadas é possível perceber as ligações históricas que
povoam o termo hipertexto, que vão além do simples acesso a links. É profundamente
fantástico saber que tal ideia já possui
uma história secular, isso, do uso dos livros onde eram feitas as anotações em
cadernos ou nos cantos das páginas até o uso da Wikipédia de hoje.
Mas
a ideia perpassa os textos, e chega no pensamento humano que opera como
hipertextual, já que quando elaboramos um ideia na cabeça fazemos aproximações
com outros temas em nosso pensamento, no sentido de acessar nossa memória. Fazemos
isso, ao acessar link e páginas na web de forma quase automática hoje, quando
pesquisamos e buscamos mais termos relacionados aos temas por nos escolhidos.
Existem
classificações para os tipos de hipertextos definidas pelos autores do texto
onde no Hipertexto potencial os caminhos a serem seguidos pelos usuários já
estão definidos pelo autor o que condiciona as pessoas a trilharem pela via que
o autor assim desejar. Tal elaboração não permite a modificação do conteúdo, somente
a contemplação ou navegação predefinida. O hipertexto colagem, permite a criação
e modificação do conteúdos, porém não existe um diálogo entre os criadores e os
colaboradores, ainda limitando o a criação do pensamento coletivo. E por fim, o
Hipertexto cooperativo, onde reside aqui a construção coletiva do pensamento
relacionado aos temas acessados pelos usuários da grande rede, esta
possibilidade abre inúmeras perspectivas de elaboração das informações e quebra
do conceito primário de propriedade restrita do conhecimento a poucos.
Hoje
é possível, com o uso de computadores e internet fazer isso muito mais rápido,
se compararmos com o uso de livros
somente. Estas ferramentas tecnológicas propiciaram a criação de inúmeras inovações
que facilitam o trabalho, lazer, estudo, produção. O hipertexto figura entre as
contribuições do pensar humano que além de colaborar no contato com a informação de forma cíclica,
proporciona, hoje, aos usuários da grande rede, opinarem na construção,
elaboração e criação de temas infinitos.
Exemplos
disso são os blogs, páginas pessoas na rede que apesar de não permitir a
modificação do conteúdo pelos leitores que os acessam, une os blogueiros em torno
de discussões parelhas, o que, através de comentários e sugestões atende a
lógica do hipertexto. E também a Wikipedia, (até um dia desses eu achava que
fosse apenas um site de pesquisa) que talvez seja um dos maiores exemplos de
hipertexto, senão o maior, pois permite acesso e alteração sem limites no seu conteúdo.
O acesso a informações de hoje pode não ser o mesmo do amanha neste campo da
cibercultura, pois as contribuições não cessam, os usuários se tornam além de
colaboradores, criadores com conteúdo que estes mesmos acessam.
Durante
os fatos históricos que culminaram com a construção do conhecimento humano, nós
criamos ferramentas de acesso a informações que atenderam prioritariamente a
vontade de poucos, o entanto, a era informacional tem batido de frente com esta
lógica, pois nunca houve na historia dos homens, possibilidades reais e
concretas de disponibilizar a todos acesso as elaborações humanas e a
participação efetiva de todos na construção deste conhecimento. O advento da
internet, é sem duvida uma invenção humana que, senão a mais importante, é o
pilar das ideias revolucionários do nosso tempo.
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