quinta-feira, 18 de outubro de 2012



HIPERTEXTO: Uso, Criação e Recriação Coletiva do Conhecimento

Tendo por base as leituras indicadas é possível perceber as ligações históricas que povoam o termo hipertexto, que vão além do simples acesso a links. É profundamente fantástico saber que tal ideia  já possui uma história secular, isso, do uso dos livros onde eram feitas as anotações em cadernos ou nos cantos das páginas até o uso da Wikipédia de hoje.
Mas a ideia perpassa os textos, e chega no pensamento humano que opera como hipertextual, já que quando elaboramos um ideia na cabeça fazemos aproximações com outros temas em nosso pensamento, no sentido de acessar nossa memória. Fazemos isso, ao acessar link e páginas na web de forma quase automática hoje, quando pesquisamos e buscamos mais termos relacionados aos temas por nos escolhidos.
Existem classificações para os tipos de hipertextos definidas pelos autores do texto onde no Hipertexto potencial os caminhos a serem seguidos pelos usuários já estão definidos pelo autor o que condiciona as pessoas a trilharem pela via que o autor assim desejar. Tal elaboração não permite a modificação do conteúdo, somente a contemplação ou navegação predefinida. O hipertexto colagem, permite a criação e modificação do conteúdos, porém não existe um diálogo entre os criadores e os colaboradores, ainda limitando o a criação do pensamento coletivo. E por fim, o Hipertexto cooperativo, onde reside aqui a construção coletiva do pensamento relacionado aos temas acessados pelos usuários da grande rede, esta possibilidade abre inúmeras perspectivas de elaboração das informações e quebra do conceito primário de propriedade restrita do conhecimento a poucos.
Hoje é possível, com o uso de computadores e internet fazer isso muito mais rápido, se compararmos com  o uso de livros somente. Estas ferramentas tecnológicas propiciaram a criação de inúmeras inovações que facilitam o trabalho, lazer, estudo, produção. O hipertexto figura entre as contribuições do pensar humano que além de colaborar  no contato com a informação de forma cíclica, proporciona, hoje, aos usuários da grande rede, opinarem na construção, elaboração e criação de temas infinitos. 
Exemplos disso são os blogs, páginas pessoas na rede que apesar de não permitir a modificação do conteúdo pelos leitores que os acessam, une os blogueiros em torno de discussões parelhas, o que, através de comentários e sugestões atende a lógica do hipertexto. E também a Wikipedia, (até um dia desses eu achava que fosse apenas um site de pesquisa) que talvez seja um dos maiores exemplos de hipertexto, senão o maior, pois permite acesso e alteração sem limites no seu conteúdo. O acesso a informações de hoje pode não ser o mesmo do amanha neste campo da cibercultura, pois as contribuições não cessam, os usuários se tornam além de colaboradores, criadores com conteúdo que estes mesmos acessam.
Durante os fatos históricos que culminaram com a construção do conhecimento humano, nós criamos ferramentas de acesso a informações que atenderam prioritariamente a vontade de poucos, o entanto, a era informacional tem batido de frente com esta lógica, pois nunca houve na historia dos homens, possibilidades reais e concretas de disponibilizar a todos acesso as elaborações humanas e a participação efetiva de todos na construção deste conhecimento. O advento da internet, é sem duvida uma invenção humana que, senão a mais importante, é o pilar das ideias revolucionários do nosso tempo.

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