Processos de degradação do
ensino da leitura e escrita no Brasil.
Pensamos
que, leitura e a escrita, são condições mínimas de aprendizagem para que um ser
humano acesse ao bens culturais elaborado e historicamente acumulados pelo
conjunto dos homens. Estes vêm sofrendo um processo de degradação em nosso país,
pois, se olharmos como ambos são
tratados em países desenvolvidos, onde se estabelece uma diferenciação entre
letramento e alfabetização. Veremos que no Brasil, tais termos são quase que
sinônimos, não só do ponto de vista semântico, mas também do significado das
palavras.
Na
França e Estados Unidos, existe uma profunda preocupação com relação aos
problemas do aprendizado da escrita e leitura. Pois, a intenção é a de evitar-se
que jovens se tornem analfabetos funcionais e não consigam se inserir no campo
da vida social, filosófica, politica, enfim, no
mundo do trabalho.
A
escola de hoje, está perdendo o foco na internalização dos conteúdos e resumindo
o ensino a simples transmissão de conhecimentos, quando consegue realiza-lo. Ao
transformar estudantes em números e
índices para elevar a aceitação da escola por parte de órgão governamentais e
por trás destes, grupos financeiros mundiais, como BIRD ou FMI. Isso reflete em
maquiamento do real nível de aprendizado que as turmas de ensino fundamental representam
no país.
A
adoção de métodos de ensino que privilegiem a formação humana das crianças
impulsionando-as ao desenvolvimento do senso crítico desde a mais tenra idade
se tornam essenciais para avançaremos como nação que quer se colocar de ombros
com as nações desenvolvidas do planeta. Garantindo o domínio da ferramenta de
captação do universo dos saberes clássicos da humanidade que é a leitura e a
escrita, estaremos garantido que estes mesmos conteúdos sejam internalizados
por estas crianças em sua plenitude.
Porém,
vemos que o poder público, pouco têm gasto de energia, e de dinheiro mesmo,
para mudar este quadro, principalmente em áreas como o nordeste. O que acentua
as diferenças entre as regiões e o montante que é investido nas mesmas. Não
sejamos ingênuos ou românticos, ao fazer juízo de valor sobre estas questões
sem olhar para o enfoque político, econômico e social que assola esta região.
Vemos
que tais processos, seja na valorização dos profissionais responsáveis pelo
ensino destas crianças, no caso os professores, como na formação destes, não
são tratados com a seriedade exigida. O que se vê são programas
assistencialistas ou remendos na educação, que fazem as crianças permanecerem
mais tempo na escola, porém sem ações eficazes à sua formação como ser humano
consciente.
Por
fim, estamos emersos num processo que forma de modo fragmentado nossas crianças
e tal como bola de neve os faz avançar ano a ano, sem que se avance no
pensamento e muito menos, no mesmo processo de aprendizagem em uma atitude
científica.
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