quinta-feira, 18 de outubro de 2012



A CIBERCULTURA E AS RELAÇÕES  ENTRE OS HOMENS


Imersos no mundo informacional não nos damos conta de quanto o meio a nossa volta, sofreu modificações. Abem pouco tempo era possível nos comunicar através de cartas escritas mão, seguindo o percurso das inovações das comunicações nós tínhamos a possibilidade de ouvirmos o outro a distancia, através de aparelhos fixos de telefone. Logo em seguida podíamos ouvi-lo a distância enquanto no deslocávamos, com a invenção da telefonia móvel. Com criação da tv podíamos ver os outros realizando diversas atividades quotidianas de trabalho, lazer, esporte, religião, musica, etc.,. Adiante, fomos capazes desenvolver tecnologia para vê-los ao vivo nas transmissões. Imagem e som sofreram grandes modificações ao longo do tempo, proporcionado pela modificação e evolução dos meios tecnológicos.
Nossos sentidos, ver, ouvir, sentir, tocar são postos à prova constantemente pelas mais variadas atividades corriqueiras. Na cibercultura, também desfrutamos de experiências com o uso dos sentidos. Sentimos necessidade de ver, ouvir, conversar, interagir com o outro estando presente corporalmente ou não.
O mundo, o da cibercultura, tal como esta posto hoje dispõe de um aparato tecnológico que nos permite ir muito além de ver o outro de ouvi-lo, podemos, por meio das redes interagir com e apartir do outro. Podemos estabelecer relações com cidadãos das mais distantes nações do mundo, e isso sem ao menos ter pisado na terra natal deles ou eles na nossa.
Hoje, somos desbravadores do imenso mar que é a rede mundial de computadores. Não precisamos mais estar com um computador fixo, temos notess, palm, pages, celulares, objetos que facilitam e permitem o deslocamento no processo comunicativo e por eles realizar inúmeras relações com outros, sejam de cunho afetivo, estudos, negócios etc.,.
Com isso, também nos expomos, ao neocolonizar nossos corpos, estamos entregues a todos os males advindos do universo da exposição de nossas figuras na rede. O próprio corpo adquire um carácter obsoleto. As pessoas, nesta fase da humanidade, procuram desenfreadamente resignificá-lo, adereçando-o, usando inclusive de recursos prejudiciais a saúde como androgenia.
Todo o universo que compõem a cibercultura, propicia experiências únicas aos seres humanos em termos de relações. Estas não podem e não devem substituir as relações face to face. Mas, esta experiência se configura como alternativa para a aproximação de desconhecidos dos lugares mais longínquos do mundo, para realizar quaisquer tipos de transações.
As cibercidades podem ser vistas no uso constante das ferramentas criadas para facilitar a mobilidade e a conexão, wi-fi, smarths fones, tablets, notebooks, e com este a entrada nas cibercidades  se torna mais fácil, pois é possível estar conectado quase sempre. A mobilidade propiciou isso aos usuários, é quase que uma onipresença.
Quando assistíamos a filmes de ficção cientifica, onde os homens eram dominados pelas máquinas, talvez tivéssemos medo de que isso fosse acontecer. Porém, vemos que no hoje, que é o futuro também, o homem sempre está à frente das criações de sua mente e que as máquinas nada são sem a subjetividade, vontade, intencionalidades humanas.

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