SOFTWARES LIVRES: PRECONCEITOS E
MÁSCARAS
Tendo por base o PROINFO, lei que
regulamenta as questões pertinentes ao uso de tecnologia e informática na área
educacional no país, nos inserimos no campo da discussão com relação a
utilização dos softwares livres. Fazendo uma reflexão no texto lido e com base
no que verificamos no cotidiano de instituições de ensino, seja no ensino
publico básico, superior e ate mesmo nos cursos de pós-graduação.
Observamos que o uso dos programas
livres, softwares desenvolvidos coletivamente e que tentam frear a logica
destrutiva e cíclica do mercado de tecnologias, é ainda muito restrito e
tratado com certo preconceito pelos usuários. Vê-se que há um profundo juízo de
valor no uso destes softwares, pois relegam aos mesmos, papeis secundários no
uso.
Faz-se juízo de valor quando optam por
programas já conhecidos no mercado e intitulam os softwares livres como
limitados ou ineficientes. Vemos que isso também tem uma intencionalidade
mercadológica velada, pois, quando estes são disponibilizados ao acesso comum possuem
modificações que não permitem o uso democrático preterido pelo mais profundo
sentido do termo software livre.
Um dos motivos, sem dúvida, é a falta
de formação adequada aos professores, que não dominam e portanto evitam o uso
de tais ferramentas, ao tempo que não incentivam seus alunos a fazerem uso das mesmas ferramentas
digitais.
A falta de compreensão da dimensão do
que é software livre também é um entrave, pois, descolados das discussões politicas,
sociais e econômicas, que rodam criação
e mercadorização dos softwares no Brasil e
mundo, alunos e professores, se tornam meramente consumidores de
tecnologia, ficando alienados à produção e ao uso massivo do bens imateriais
produzidos em comunidade e para a comunidade.
Uma formação mais consistente,
contemplando essa discussão e os elementos técnicos, históricos, filosóficos,
enfim, sociais, da formação das tecnologias e seu uso massivo, ou seja , onde a
população tenha liberdade em modificar, criar e participar do desenvolvimento
das tecnologias para seu próprio uso, devem e precisam ser incentivadas.
Em tempos de web 2.0
temos possibilidades, reais e concretas, de tornar o uso das ferramentas tecnologia
massivo. No entanto, interesses, corporativos como: taxas de lucros; mercado;
fetichismo e quaisquer ismos que se tem em voga, não permitem que a parte mais
carente, por tecnologia e outros produtos, das populações no Brasil e mundo
usufruam deste legado humano.
As politicas publicas
desenvolvidas pelo governo não tem sido eficazes,no sentido de disponibilizar
acesso a tecnologia de ponta, como internet banda larga, computadores, tablets,
notebooks, softwares, enfim, produtos de tecnologia que massificariam a educação e o processo de
formação humana, destes sujeitos.
A título de conclusão, do lido e refletido, vemos como
possibilidade de crescimento do uso dos softwares livres no sistema educacional
brasileiro ações que quebrem estes preconceitos referidos no texto, de modo a
explicitar a origem, fundamentação, objetividade e finalidade dos softwares
livres aos que hoje são alheios a estes conhecimentos.
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