segunda-feira, 8 de outubro de 2012



SOFTWARES LIVRES: PRECONCEITOS E MÁSCARAS

Tendo por base o PROINFO, lei que regulamenta as questões pertinentes ao uso de tecnologia e informática na área educacional no país, nos inserimos no campo da discussão com relação a utilização dos softwares livres. Fazendo uma reflexão no texto lido e com base no que verificamos no cotidiano de instituições de ensino, seja no ensino publico básico, superior e ate mesmo nos cursos de pós-graduação.
Observamos que o uso dos programas livres, softwares desenvolvidos coletivamente e que tentam frear a logica destrutiva e cíclica do mercado de tecnologias, é ainda muito restrito e tratado com certo preconceito pelos usuários. Vê-se que há um profundo juízo de valor no uso destes softwares, pois relegam aos mesmos, papeis secundários no uso.
Faz-se juízo de valor quando optam por programas já conhecidos no mercado e intitulam os softwares livres como limitados ou ineficientes. Vemos que isso também tem uma intencionalidade mercadológica velada, pois, quando estes são disponibilizados ao acesso comum possuem modificações que não permitem o uso democrático preterido pelo mais profundo sentido do termo software livre.
Um dos motivos, sem dúvida, é a falta de formação adequada aos professores, que não dominam e portanto evitam o uso de tais ferramentas, ao tempo que não incentivam seus alunos  a fazerem uso das mesmas ferramentas digitais.
A falta de compreensão da dimensão do que é software livre também é um entrave, pois, descolados das discussões politicas, sociais e econômicas, que rodam  criação e mercadorização dos softwares no Brasil e  mundo, alunos e professores, se tornam meramente consumidores de tecnologia, ficando alienados à produção e ao uso massivo do bens imateriais produzidos em comunidade e para a comunidade.
Uma formação mais consistente, contemplando essa discussão e os elementos técnicos, históricos, filosóficos, enfim, sociais, da formação das tecnologias e seu uso massivo, ou seja , onde a população tenha liberdade em modificar, criar e participar do desenvolvimento das tecnologias para seu próprio uso, devem e precisam ser incentivadas.
Em tempos de web 2.0 temos possibilidades, reais e concretas, de tornar o uso das ferramentas tecnologia massivo. No entanto, interesses, corporativos como: taxas de lucros; mercado; fetichismo e quaisquer ismos que se tem em voga, não permitem que a parte mais carente, por tecnologia e outros produtos, das populações no Brasil e mundo usufruam deste legado humano.
As politicas publicas desenvolvidas pelo governo não tem sido eficazes,no sentido de disponibilizar acesso a tecnologia de ponta, como internet banda larga, computadores, tablets, notebooks, softwares, enfim, produtos de tecnologia  que massificariam a educação e o processo de formação humana, destes sujeitos.
A título de conclusão, do lido e refletido, vemos como possibilidade de crescimento do uso dos softwares livres no sistema educacional brasileiro ações que quebrem estes preconceitos referidos no texto, de modo a explicitar a origem, fundamentação, objetividade e finalidade dos softwares livres aos que hoje são alheios a estes conhecimentos.

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