terça-feira, 16 de outubro de 2012



TECNOLOGIA ASSISTIVA E ATIVIDADES ADAPTADAS EM EDUCAÇÃO FÍSICA

Como professor de Educação Física, vindo de uma área que teve por muito tempo uma visão exacerbada sobre o corpo, e parte dela ainda tem, é muito salutar discutir tecnologia assistiva.  Neste meio lidamos com as necessidades e limitações corpóreas das pessoas e as tecnologias que são desenvolvidas para ajudá-las no transcorrer do percurso de suas vidas.
Estes cidadãos, seja por motivos congênitos ou por acidentes no contexto cotidiano, estão inseridos no processo social e fazer com que estes se enxerguem como sujeitos históricos, ou seja, capazes de modificar o meio em que vivem, é fundamental.
Assim, vemos nas atividades adaptadas possibilidades reais e concretas de inserir estas pessoas neste meio social, inclusive, dependendo dos avanços cognitivos, no mundo do trabalho. O que o seminário proporcionou de perspectiva, sobre tecnologia assistiva, é de que os recursos tecnológicos desenvolvidos para atender este público específico, vão desde programas, que auxiliam no ultrapassar das barreiras da limitação corpórea aos hardwares, que complementam esta aprendizagem e desenvolvimento de habilidades motoras e intelectuais no uso de tecnologia.
Na área da educação física, figuram atividades que são desenvolvidas para o público que necessita de cuidados especiais. Historicamente, isto se deve as necessidades oriundas de ex-combatentes das forças armadas que regressavam como heróis mutilados pelas bombas e balas das guerras entre nações. Não nos ateremos aos reais motivos que impulsionaram e impulsionam aos homens erguerem suas bandeiras contra outras e a sacrificarem os filhos e filhas de suas “mães gentis”. Por hora, nos contentemos em saber que as vidas e membros ceifados e mutilados pelos fuzis e granadas atendem a uma lógica neocolonizadora e mercantil.
Chamo a atenção para o uso da tecnologia em atividades esportivas ou lúdicas para pessoas com necessidades especiais, no sentido de desenvolver técnicas e métodos que propiciem avanços no desenvolvimento humano destes cidadãos. Estas inovações serviriam ao lazer, estudo, recreação e abririam um leque de possibilidades para estes cidadãos, melhorando sua autoestima e formação no processo de humanização.
Envoltos em um mundo em constantes transformações, onde a cibercultura possibilita a troca de informações entre os usuários das redes, vemos com bons olhos a contemplação de tais ideias. Imaginemos pessoas que perderam ou nasceram com limitações corpóreas, e neste sentido, limitações nas habilidades, aprendendo e usufruindo do legado humano intelectual e corporal em uníssono. Essa realidade, se distante, tem de ser buscada dia-a-dia pelo conjunto dos profissionais que se dedicam a produção do conhecimento em tecnologia assistiva e educação física adaptada.


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