TECNOLOGIA ASSISTIVA E ATIVIDADES ADAPTADAS EM
EDUCAÇÃO FÍSICA
Como professor de Educação Física, vindo de uma área que teve por muito
tempo uma visão exacerbada sobre o corpo, e parte dela ainda tem, é muito
salutar discutir tecnologia assistiva. Neste
meio lidamos com as necessidades e limitações corpóreas das pessoas e as
tecnologias que são desenvolvidas para ajudá-las no transcorrer do percurso de
suas vidas.
Estes cidadãos, seja por motivos congênitos ou por acidentes no contexto
cotidiano, estão inseridos no processo social e fazer com que estes se
enxerguem como sujeitos históricos, ou seja, capazes de modificar o meio em que
vivem, é fundamental.
Assim, vemos nas atividades adaptadas possibilidades reais e concretas de
inserir estas pessoas neste meio social, inclusive, dependendo dos avanços
cognitivos, no mundo do trabalho. O que o seminário proporcionou de perspectiva,
sobre tecnologia assistiva, é de que os recursos tecnológicos desenvolvidos
para atender este público específico, vão desde programas, que auxiliam no
ultrapassar das barreiras da limitação corpórea aos hardwares, que complementam
esta aprendizagem e desenvolvimento de habilidades motoras e intelectuais no
uso de tecnologia.
Na área da educação física, figuram atividades que são desenvolvidas para
o público que necessita de cuidados especiais. Historicamente, isto se deve as
necessidades oriundas de ex-combatentes das forças armadas que regressavam como
heróis mutilados pelas bombas e balas das guerras entre nações. Não nos
ateremos aos reais motivos que impulsionaram e impulsionam aos homens erguerem
suas bandeiras contra outras e a sacrificarem os filhos e filhas de suas “mães
gentis”. Por hora, nos contentemos em saber que as vidas e membros ceifados e
mutilados pelos fuzis e granadas atendem a uma lógica neocolonizadora e
mercantil.
Chamo a atenção para o uso da tecnologia em atividades esportivas ou
lúdicas para pessoas com necessidades especiais, no sentido de desenvolver
técnicas e métodos que propiciem avanços no desenvolvimento humano destes
cidadãos. Estas inovações serviriam ao lazer, estudo, recreação e abririam um
leque de possibilidades para estes cidadãos, melhorando sua autoestima e
formação no processo de humanização.
Envoltos em um
mundo em constantes transformações, onde a cibercultura possibilita a troca de
informações entre os usuários das redes, vemos com bons olhos a contemplação de
tais ideias. Imaginemos pessoas que perderam ou nasceram com limitações
corpóreas, e neste sentido, limitações nas habilidades, aprendendo e usufruindo
do legado humano intelectual e corporal em uníssono. Essa realidade, se
distante, tem de ser buscada dia-a-dia pelo conjunto dos profissionais que se
dedicam a produção do conhecimento em tecnologia assistiva e educação física
adaptada.
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