INCLUSÃO
DIGITAL DE ALUNOS E PROFESSORES
Tendo
observado, o meio escolar como professor, as notícias via mídia, e o modo de como
a vida em sociedade no Brasil é organizada, podemos perceber o contexto social,
político, econômico e educacional que circunda o tema inclusão digital. O acesso às tecnologias da informação e
comunicação – TIC, de modo que atinja a maior parte da população, inseridas no
campo das políticas públicas, têm sido um tema constante na fala de políticos e
gestores no campo da educação.
O
crescimento econômico do país, principal preocupação do governo brasileiro dos últimos
anos, têm sucumbido questões de cunho social ou relegadas a valores econômicos.
Os programas sociais ou políticas públicas desenvolvidas para a universalização
das TICs, não tem conseguido contemplar os estudantes brasileiros do ensino público
com o uso dessas ferramentas de modo a contribuir para sua formação humana.
Assim, os jovens e crianças da escola pública brasileira,
aqueles que mais têm carência nesta área, não acessam aos bens tecnológicos desenvolvidos
pela área da informática de modo mais eficiente na educação. No máximo estamos permitindo
apenas o uso de computadores e internet por crianças sem conexão com a vida
escolar e somente para tarefas simples como a pesquisa na internet de trabalhos
escolares. Além do que, acesso a redes sociais, chat de bate-papo e a sites que
podem contribuir a formação de consciências estarem proibidos nestes lugares de
acesso público na escola, com a desculpa de que fugiriam do foco educativo.
É sabido que tanto professores como estudantes, não foram
preparados para lidar com as TICs no processo educativo, e que os locais
destinados ao uso destas tecnologias, quando existem, não possuem profissionais
com formação adequada para ensinar a ambos usarem estas ferramentas com maior
eficácia letiva, o que daria sentido e significado relacionados aos conteúdos
aplicados em sala de aula e ao cotidiano destas pessoas. Vemos ainda o ensino às
classes mais carentes do país apenas de informações suficientes a formação
técnica mais rasteira, não permitindo o entendimento do processo como um todo.
Estas ações ainda estão envoltas ainda com o uso da web
1.0, quando temos condições objetivas postas suficientes para dispor as pessoas
do uso, consumo e acesso as tecnologias de modo que estas possam se inserir nas
discussões sociais, políticas, econômicas, enfim, daquilo que rege nossas vidas
como cidadãos.
Para que os estudantes da escola pública disponham de um
acesso irrestrito as TICs também é preciso dispor dos meios materiais, o que os
jovens com melhor poder aquisitivo já dispõem. Falamos do acesso à internet de
qualidade, ao uso de computadores em suas residências e ao universo social que compõe
a cibercultura, isto, somado a um ensino que possibilite a apropriação das
ferramentas digitais na formação humana das crianças e jovens, tanto da área urbana
como no meio rural, elevaria com certeza o padrão intelectual de nossas
crianças ao tempo que permitiria a construção de cidadãos mais lúcidos da
comunidade global na qual estão inseridos.
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