terça-feira, 16 de outubro de 2012



CIBER LUTA: O Remix X Interesses Mercantes


Ouvindo os raper´s cantando seus hip hops ou assistindo a vídeos de artistas pops, seja pela via televisa ou pelas redes, não nos damos conta que a sonoridade, os estilos, a filosofia de vida, enfim, o mosaico cultural que preenche as tribos urbanas do século XXI, da qual a cultura hip hop é parte integrante, têm relação com a evolução do que se convencionou chamar de remix.
A evolução e as mudanças nas relações entre tecnologia informacionais de comunicação e informação e cultura foram fundamentais para propiciar o ambiente propício a este fenômeno que marcou os anos 70, falamos da convergência informática/telecomunicações. É no pos-modernismo que se inicia e é durante o processo de globalização que a re-mixagem ganha corpo, isso somado as novas mídias. Estes acontecimentos vão consubstanciar uma nova configuração cultural, modificando as comunicações, os processos de produção, de bens, serviços, negócios é a era da “ciber-cultura-remix.
Todo esse processo irá também modificar a questão da propriedade de criação das coisas, no que se diz da autoria. É no seio da lógica capital que esta ideia se legitima, onde autores vendem suas criações mediante o pagamento de royalties.
Esses fatos geram crises na arte e o remix vem como alternativa , dentro da era informacional, contrapondo a ideia de direitos reservados. Os DJ´s foram pioneiros e outros ramos da música e arte seguiram os passos desses remontadores de sons com roupagens mais (Pos) Modernas.
O homem que revolucionou o som originalmente criado por James Brown, rei do Soul, não imaginaria as proporções mundiais que suas ações impulsionariam no meio social. Afrikaa Baambataa ou simplesmente, Kevin Donovan, remixou o som do Funk e Soul, e deu início ao movimento Hip Hop. Tal fato histórico para o mundo da música só foi possível, por meio dos avanços tecnológicos.
Nos anos 70, não era possível modificar as produções artísticas, nessa ideia remix que hoje está em voga, as condições técnicas e as ferramentas de alteração ainda não estavam desenvolvidas. No entanto, hoje, podemos e devemos dar enfoque mais personalizado às produções que seguem essa linha de criação.
Hoje, Tanto os meios, combatidos pela mão forte do mercado, quanto os usuários destas ferramentas possibilitam a alteração de uma obra artística nesses moldes. Isso é absolutamente fantástico, pois dá poder a pessoas comuns de sugerir, alterar, recomendar, dentro de processos coletivos de construção da arte e da vida em sociedade.
Outros meios que surgiram e propiciaram vozes aos anônimos usuários da rede. Foram os blogs, os podcasts, p2p, são as criações e inovações que emergem a cada dia no imenso universo da cibercultura, que corroboram com o senso coletivo da criação e consumo de bens produzidos de forma livre, sem a sedenta visão mercadológica do capitalismo.
Isso não quer dizer que os criadores deixarão de ser pagos por suas elaborações, não é isso. No entanto, não serão direcionados apenas para a satisfação do fetichismo da mercadoria, que cria e destrói com a mesma velocidade.  O que vemos é que a intensa batalha entre a ave de rapina capitalismo e as reais necessidades humanas está longe de acabar. Porém, o mundo de possibilidades que abre a adoção de atitudes de criação coletiva e re-mixagem frente aos interesses lucrativos, mostra que poderemos avançar no sentido de não permitir que homens se apossem das ideias de outros homens, tornando-as moeda de troca.


TECNOLOGIA ASSISTIVA E ATIVIDADES ADAPTADAS EM EDUCAÇÃO FÍSICA

Como professor de Educação Física, vindo de uma área que teve por muito tempo uma visão exacerbada sobre o corpo, e parte dela ainda tem, é muito salutar discutir tecnologia assistiva.  Neste meio lidamos com as necessidades e limitações corpóreas das pessoas e as tecnologias que são desenvolvidas para ajudá-las no transcorrer do percurso de suas vidas.
Estes cidadãos, seja por motivos congênitos ou por acidentes no contexto cotidiano, estão inseridos no processo social e fazer com que estes se enxerguem como sujeitos históricos, ou seja, capazes de modificar o meio em que vivem, é fundamental.
Assim, vemos nas atividades adaptadas possibilidades reais e concretas de inserir estas pessoas neste meio social, inclusive, dependendo dos avanços cognitivos, no mundo do trabalho. O que o seminário proporcionou de perspectiva, sobre tecnologia assistiva, é de que os recursos tecnológicos desenvolvidos para atender este público específico, vão desde programas, que auxiliam no ultrapassar das barreiras da limitação corpórea aos hardwares, que complementam esta aprendizagem e desenvolvimento de habilidades motoras e intelectuais no uso de tecnologia.
Na área da educação física, figuram atividades que são desenvolvidas para o público que necessita de cuidados especiais. Historicamente, isto se deve as necessidades oriundas de ex-combatentes das forças armadas que regressavam como heróis mutilados pelas bombas e balas das guerras entre nações. Não nos ateremos aos reais motivos que impulsionaram e impulsionam aos homens erguerem suas bandeiras contra outras e a sacrificarem os filhos e filhas de suas “mães gentis”. Por hora, nos contentemos em saber que as vidas e membros ceifados e mutilados pelos fuzis e granadas atendem a uma lógica neocolonizadora e mercantil.
Chamo a atenção para o uso da tecnologia em atividades esportivas ou lúdicas para pessoas com necessidades especiais, no sentido de desenvolver técnicas e métodos que propiciem avanços no desenvolvimento humano destes cidadãos. Estas inovações serviriam ao lazer, estudo, recreação e abririam um leque de possibilidades para estes cidadãos, melhorando sua autoestima e formação no processo de humanização.
Envoltos em um mundo em constantes transformações, onde a cibercultura possibilita a troca de informações entre os usuários das redes, vemos com bons olhos a contemplação de tais ideias. Imaginemos pessoas que perderam ou nasceram com limitações corpóreas, e neste sentido, limitações nas habilidades, aprendendo e usufruindo do legado humano intelectual e corporal em uníssono. Essa realidade, se distante, tem de ser buscada dia-a-dia pelo conjunto dos profissionais que se dedicam a produção do conhecimento em tecnologia assistiva e educação física adaptada.


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Processos de degradação do ensino da leitura e escrita no Brasil.

Pensamos que, leitura e a escrita, são condições mínimas de aprendizagem para que um ser humano acesse ao bens culturais elaborado e historicamente acumulados pelo conjunto dos homens. Estes vêm sofrendo um processo de degradação em nosso país, pois, se olharmos como  ambos são tratados em países desenvolvidos, onde se estabelece uma diferenciação entre letramento e alfabetização. Veremos que no Brasil, tais termos são quase que sinônimos, não só do ponto de vista semântico, mas também do significado das palavras.
Na França e Estados Unidos, existe uma profunda preocupação com relação aos problemas do aprendizado da escrita e leitura. Pois, a intenção é a de evitar-se que jovens se tornem analfabetos funcionais e não consigam se inserir no campo da vida social, filosófica, politica, enfim, no  mundo do trabalho. 
A escola de hoje, está perdendo o foco na internalização dos conteúdos e resumindo o ensino a simples transmissão de conhecimentos, quando consegue realiza-lo. Ao transformar estudantes em números  e índices para elevar a aceitação da escola por parte de órgão governamentais e por trás destes, grupos financeiros mundiais, como BIRD ou FMI. Isso reflete em maquiamento do real nível de aprendizado que as turmas de ensino fundamental representam no país.
A adoção de métodos de ensino que privilegiem a formação humana das crianças impulsionando-as ao desenvolvimento do senso crítico desde a mais tenra idade se tornam essenciais para avançaremos como nação que quer se colocar de ombros com as nações desenvolvidas do planeta. Garantindo o domínio da ferramenta de captação do universo dos saberes clássicos da humanidade que é a leitura e a escrita, estaremos garantido que estes mesmos conteúdos sejam internalizados por estas crianças em sua plenitude.
Porém, vemos que o poder público, pouco têm gasto de energia, e de dinheiro mesmo, para mudar este quadro, principalmente em áreas como o nordeste. O que acentua as diferenças entre as regiões e o montante que é investido nas mesmas. Não sejamos ingênuos ou românticos, ao fazer juízo de valor sobre estas questões sem olhar para o enfoque político, econômico e social que assola esta região.
Vemos que tais processos, seja na valorização dos profissionais responsáveis pelo ensino destas crianças, no caso os professores, como na formação destes, não são tratados com a seriedade exigida. O que se vê são programas assistencialistas ou remendos na educação, que fazem as crianças permanecerem mais tempo na escola, porém sem ações eficazes à sua formação como ser humano consciente.
Por fim, estamos emersos num processo que forma de modo fragmentado nossas crianças e tal como bola de neve os faz avançar ano a ano, sem que se avance no pensamento e muito menos, no mesmo processo de aprendizagem em uma atitude científica.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012



SOFTWARES LIVRES: PRECONCEITOS E MÁSCARAS

Tendo por base o PROINFO, lei que regulamenta as questões pertinentes ao uso de tecnologia e informática na área educacional no país, nos inserimos no campo da discussão com relação a utilização dos softwares livres. Fazendo uma reflexão no texto lido e com base no que verificamos no cotidiano de instituições de ensino, seja no ensino publico básico, superior e ate mesmo nos cursos de pós-graduação.
Observamos que o uso dos programas livres, softwares desenvolvidos coletivamente e que tentam frear a logica destrutiva e cíclica do mercado de tecnologias, é ainda muito restrito e tratado com certo preconceito pelos usuários. Vê-se que há um profundo juízo de valor no uso destes softwares, pois relegam aos mesmos, papeis secundários no uso.
Faz-se juízo de valor quando optam por programas já conhecidos no mercado e intitulam os softwares livres como limitados ou ineficientes. Vemos que isso também tem uma intencionalidade mercadológica velada, pois, quando estes são disponibilizados ao acesso comum possuem modificações que não permitem o uso democrático preterido pelo mais profundo sentido do termo software livre.
Um dos motivos, sem dúvida, é a falta de formação adequada aos professores, que não dominam e portanto evitam o uso de tais ferramentas, ao tempo que não incentivam seus alunos  a fazerem uso das mesmas ferramentas digitais.
A falta de compreensão da dimensão do que é software livre também é um entrave, pois, descolados das discussões politicas, sociais e econômicas, que rodam  criação e mercadorização dos softwares no Brasil e  mundo, alunos e professores, se tornam meramente consumidores de tecnologia, ficando alienados à produção e ao uso massivo do bens imateriais produzidos em comunidade e para a comunidade.
Uma formação mais consistente, contemplando essa discussão e os elementos técnicos, históricos, filosóficos, enfim, sociais, da formação das tecnologias e seu uso massivo, ou seja , onde a população tenha liberdade em modificar, criar e participar do desenvolvimento das tecnologias para seu próprio uso, devem e precisam ser incentivadas.
Em tempos de web 2.0 temos possibilidades, reais e concretas, de tornar o uso das ferramentas tecnologia massivo. No entanto, interesses, corporativos como: taxas de lucros; mercado; fetichismo e quaisquer ismos que se tem em voga, não permitem que a parte mais carente, por tecnologia e outros produtos, das populações no Brasil e mundo usufruam deste legado humano.
As politicas publicas desenvolvidas pelo governo não tem sido eficazes,no sentido de disponibilizar acesso a tecnologia de ponta, como internet banda larga, computadores, tablets, notebooks, softwares, enfim, produtos de tecnologia  que massificariam a educação e o processo de formação humana, destes sujeitos.
A título de conclusão, do lido e refletido, vemos como possibilidade de crescimento do uso dos softwares livres no sistema educacional brasileiro ações que quebrem estes preconceitos referidos no texto, de modo a explicitar a origem, fundamentação, objetividade e finalidade dos softwares livres aos que hoje são alheios a estes conhecimentos.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Os brinquedos simbólicos e os games, existe interação ou interatividade?

Diante do que foi discutido pude perceber que os termos interação e interatividade têm diferenças bastante significativas, tanto de cunho interpretativo  por parte dos autores indicados, quanto do ponto de vista da compreensão que tinha como referência. O termo interação é abrangente e discorre sobre um processo de que envolve pessoas ou pessoas e máquinas, o termo interatividade, está mais relacionado ao aparecimento das tecnologias.
Fazendo menção, como no seminário, a João Batista Freire, Autor da área da Educação Física (e  diga-se de passagem, construtivista), me refiro a passagem do seu livro Educação de Corpo Inteiro (1997), onde o autor dentro de suas contribuições nos remonta a época da infância em que brincávamos com objetos que nos direcionavam a determinados papéis sociais determinados, tipo o garoto que brinca com o carrinho de policia, bombeiro, ambulância etc, e a menina com as mais variadas bonecas, onde ambos vêm prontos para a “brincadeira” diferente dessa lógica, o brinquedo simbólico dá a criança amplas possibilidades de usar sua imaginação, como por exemplo o menino pega um pedaço de madeira e diz que é uma arma laser, ou vê um tronco de arvore e imagina uma nave espacial ou um barco, enfm, dá asas a sua imaginação.
Os games desde os mais antigos ao mais inovadores também tem essa função, seja para cumprir o papel do soldado que pilota o avião no antigo ATARI, ao GTA dos consoles Ps2 e Ps3. No primeiro a linearidade do jogo e a limitação tecnológica da plataforma só permitia ir a frente e cumprir a missão em estágios. O segundo dá ao jogador a possibilidade de se locomover por uma cidade inteira, entrar em edifícios, se locomover em carros, motos helicópteros, cumprir a missão ou não.
O que pretendi socializar dando estes exemplos foi a observância para os fatores de interatividade presentes e também de interação, onde tantos as brincadeiras, com ou sem brinquedos e os games, trazem o s fatores interação e interatividade em seus conteúdos.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Fluidez contemporânea


Ao se deparar com o discurso de Bauman, tanto em sua fala no Vídeo como em suas assertivas em seu texto vemos um homem profundamente preocupado com as relações humanas contemporâneas, o que têm profundas relações com o modo de vida e por que não dizer com o modo de produção vigente.
Este sociólogo polaco aborda como a sociedade passou de uma sociedade que produzia para uma que consome incessantemente os produtos advindos da mente e fantasia humanas e como isto modificou profundamente às relações estabelecidas entre os homens e as comunidades.
Essa produção em larga escala acompanhando o ritmo das inovações tecnológicas e avanços científicos, trouxe-nos desenvolvimento ao tempo que trouxe-nos miséria e paralelamente deterioramos as condições de existência de vida na terra, uma vez que os mesmas estão nos limites de suportabilidade. Dessa forma, temos sujeitos que foram afetados sob o ponto de vista das suas perspectivas , sua identidade.
A identidade das pessoas passou a possuir um carácter global, onde o sujeito se vê constantemente em volta a mudanças e tendo que acompanhar estas mudanças a nível local e global, o que modifica-os individualmente e coletivamente. É um processo que exige dos homens o estabelecimento de relações fluídas, tal como hoje se posta o mundo globalizado, cheio de transações entre nações e homens num ritmo cada vez mais frenético.
Isso afeta diretamente as relações entre as pessoas, visto que o  mundo unido se tornou uma imensa aldeia global, uma imensa teia, onde os vínculos são construídos num click. Se por um lado isso facilita homens e mulheres, crianças e jovens a se relacionarem por todos os continentes, por outro, dá a esse vínculo a mesma fluidez com que ele é feito, ser desfeito, seja uma relação comercial ou social.
Com relação à segurança e liberdade, vemos como o autor se posiciona frente a esta questão, dando ênfase a  restrição de liberdade e obtenção de mais segurança ou o contrário, mais liberdade significando menos segurança.
Essa relação, entre liberdade e segurança nos explicita uma sociedade que vive no cárcere das relações que ela mesma produziu enquanto formadora de sujeitos sociáveis. Deve ser por esse motivo que cada vez mais as pessoas procuram laços de amizade nas redes sociais.

CONSTATAÇÕES E REFLEXÕES DE UM SER SOCIAL:Comentários acerca do texto: Primo, Alex. Fases do Desenvolvimento Tecnológico e Suas Implicações nas Formas de Ser, Conhecer, Comunicar e Produzir em Sociedade.
Por Silva, Irinaldo Deodato
Mestrando em Educação - UFBA


Confesso-lhes que comentar obras que retratam os avanços nas áreas da tecnologia e comunicação é profundamente dificultoso, sobretudo acerca dos conceitos e termos que deveriam ser compreendidos para uma crítica mais precisa. No entanto, analisaremos os pontos que saltam aos olhos e que minhas limitações permitam refletir.
O autor desta elaboração bebe em fontes que retratam os elementos históricos constitutivos das transformações tecnológicas e das mudanças ocorridas no mundo com a adoção das mesmas. Porém ele mesmo ressalta que sua abordagem corre o risco da superficialidade, por se tratar de uma abordagem rápida. Pensamos que essa postura pode deixar lacunas históricas importantes para o entendimento do objeto e que a apropriação do objeto é fundamental na compreensão de sua essência. Assim ele expõe uma divisão das fases do desenvolvimento tecnológico.
A caracterização das fases do desenvolvimento tecnológico figuram no transcorrer do texto e, segundo o autor, o uso de metáforas identificam cada fase deste processo.
A fase da indiferença é marcada pelo domínio divino, onde o dom era determinado por um ente superior a um grupo seleto, este responsável por disseminar e controlar o acesso à informação. A economia girava em torno da terra e o que ela produzisse, havia a taxação de impostos e o escambo. Ao corpo físico cabia a tarefa de mover as ferramentas na produção agrícola e as armas na guerrilha. Corpo aqui associado às coisas mundanas, sendo a alma  a semelhança dos homens com Deus.
É na modernidade ou fase do conforto que ocorre a transformação da natureza em favor do homem e com isso o inicio de um processo de deterioração do planeta, nesse momento os iluministas vão valorizar o homem. Há um sentido de determinismo, cabendo a cada individuo o esforço para o alcance do progresso. No campo da economia o Taylorismo/fordismo está em crescente evolução, onde aparece a figura da divisão social do trabalho para atendimento de grandes demandas de produção em larga escala. A natureza já vem sendo transformada pelo homem desde sua evolução, mas neste momento as forças produtivas assumem um caráter revolucionário com a introdução das máquinas a vapor.
Temos a frente um sentido de fetichismo quando faz menção “a necessidade que o consumo de um produto cria”, quando, basicamente, os produtos deveriam atender às necessidades dos seres humanos e não o contrário. A persuasão para o consumo é conseguida com o uso de estratégias mercadológicas pela via midiática de massa.
Permitam-me fazer uma relação do fetichismo das mercadorias com a criação de produtos que vão satisfazer as necessidades espirituais do homem, como o Esporte, um invenção da era moderna e que no seio da sociedade capitalista encontra seu ápice de desenvolvimento. Este, quando disseminado pelo viés mercadológico das instituições esportivas, como a FIFA e a CBF ou usado ideologicamente  para exacerbar o sentido individualista da prática e do torcer, nos leva a odiar o outro puramente pela diferenças de cores no uniformes. As mídias de massa como a TV, cumprem bem esse papel.
Aqueles que movem a moenda do capitalismo com sangue, suor e lágrimas não dispõem de tempo para usufruir deste conhecimento humano em sua essência, no máximo na aparência das transmissões televisas de mega eventos esportivos ou na prática pela prática, vazia e a-histórica.
Com relação aos meios de comunicação de massa, o autor os aponta como fator decisivo da transformação da sociedade. Concordo, em parte, porém, não poderia deixar de observar que os meios de produção da existência no modo de produção capitalista sofreram enormes avanços e com elas os problemas sociais se acentuaram. As diferenças entre as nações têm se intensificado sendo que do ponto de vista tecnológico já somos capazes de produzir alimentos suficientes para cinco planetas Terra, mas seres humanos sucumbem a cada dia, inclusive chegando a óbito por carências alimentares.
A produção do conhecimento, que deveria resolver os problemas da humanidade, está direcionada a tratar de assuntos mercadológicos das grandes corporações.
Mediante a leitura do texto percebo que temos muito a pesquisar e apreender com relação aos novos conceitos e definições dos termos que surgem e se fazem emergentes nas pesquisas com o universo ou cultura, ciber ou digital. Também ressalto que minha reflexão carece de enriquecimento por parte do grupo que compõem a disciplina.